Vídeo de minha ação pedagógica
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
TEXTO - Avaliação da Ação Pedagógica
Universidade Federal de Goiás
Licenciatura em Artes Visuais
Faculdade de Artes Visuais – EAD – Alexânia
Estágio Supervisionado III – Ateliê de Poéticas Contemporâneas.
Aluna: Heliana de F. J. Peres
Tutor: Prof: Patrícia de S. Martins
TEXTO AVALIATIVO DA AÇÃO PEDAGÓGICA
O primeiro momento desta caminhada foi meio sem rumo, como se não houvesse o que estranhar, pois tudo me era muito familiar. Mas a proposta era o estranhamento, sendo assim, aos poucos comecei a perceber quantas coisas existe, mas eu não tinha notado neste percurso que me parecia tão familiar, tão igual. Foi necessário mudar o olhar, a maneira de ver, de perceber, desenvolver um olhar mais sensível, mais atento ao que sempre esteve ali próximo de mim, no meu caminho, rever o que olhava mas não percebia de verdade. Olhar o de sempre, re-olhar, resignificar, olhar com inspiração, com percepção e descobertas, e assim perceber a existência de varias portas de entrada, pois muitas eram as possibilidades de entrada, e várias portas poderiam inspirar uma ação arte-educativa. Mas era necessário escolher um local onde as portas estivessem abertas, tanto para a comunidade como para desenvolver trabalhos de artes. E assim a Praça dos Romeiros se tornou meu foco pra esta intervenção, pra desenvolver minha ação Artístico-Pedagógico
Um lugar freqüentado por diversos tipos de pessoas e que oferecia um excelente espaço, mas que nunca foi pensado como lugar de ações artísticas, mas que oferecia possibilidades impensáveis. Depois que decidi pela Praça dos Romeiros como lugar da minha ação, o passo seguinte foi pensar no que poderia ser realizado e planejar. Pensei em várias possibilidades, pedi sugestões através dos fóruns, conversei com os professores, colegas e através da conversa com uma das meninas, gostei de uma sugestão dada por ela! E enfim escolhi algo que gostei que foi trabalhar com caixas coloridas. Elaborei meu plano, que passou por adequações e a avaliações dos professores. Convidei parceiros, e marquei a data. Só não contava com tanta chuva, o que me preocupou e me levou a pensar em um plano “B”. Mas no dia marcado fomos para a Praça e realmente armou um temporal, mas mesmo assim a turma, no inicio um pouco tímida, se animou. Falei sobre os artistas inspiradores, Tim Walker, e Sam Spencer, suas obras. Discutimos a importância das cores, o estimulo que elas provocam as formas e imagens sempre tão presentes em nosso dia-a-dia. Isto os inspirou a pensar, a descobrir a importância da expressão visual e de criar.
A ação ficou bem animada, o que levou a muitas idéias e a bons resultados,
só não foi possível deixar exposto por muito tempo ,pois a chuva finalmente caiu, e deixar lá provocaria muita sujeira. Mas o resultado final foi empolgante, e pelo interesse despertado, posso dizer que ficou com um gostinho de “QUERO MAIS”.
Licenciatura em Artes Visuais
Faculdade de Artes Visuais – EAD – Alexânia
Estágio Supervisionado III – Ateliê de Poéticas Contemporâneas.
Aluna: Heliana de F. J. Peres
Tutor: Prof: Patrícia de S. Martins
TEXTO AVALIATIVO DA AÇÃO PEDAGÓGICA
O primeiro momento desta caminhada foi meio sem rumo, como se não houvesse o que estranhar, pois tudo me era muito familiar. Mas a proposta era o estranhamento, sendo assim, aos poucos comecei a perceber quantas coisas existe, mas eu não tinha notado neste percurso que me parecia tão familiar, tão igual. Foi necessário mudar o olhar, a maneira de ver, de perceber, desenvolver um olhar mais sensível, mais atento ao que sempre esteve ali próximo de mim, no meu caminho, rever o que olhava mas não percebia de verdade. Olhar o de sempre, re-olhar, resignificar, olhar com inspiração, com percepção e descobertas, e assim perceber a existência de varias portas de entrada, pois muitas eram as possibilidades de entrada, e várias portas poderiam inspirar uma ação arte-educativa. Mas era necessário escolher um local onde as portas estivessem abertas, tanto para a comunidade como para desenvolver trabalhos de artes. E assim a Praça dos Romeiros se tornou meu foco pra esta intervenção, pra desenvolver minha ação Artístico-Pedagógico
Um lugar freqüentado por diversos tipos de pessoas e que oferecia um excelente espaço, mas que nunca foi pensado como lugar de ações artísticas, mas que oferecia possibilidades impensáveis. Depois que decidi pela Praça dos Romeiros como lugar da minha ação, o passo seguinte foi pensar no que poderia ser realizado e planejar. Pensei em várias possibilidades, pedi sugestões através dos fóruns, conversei com os professores, colegas e através da conversa com uma das meninas, gostei de uma sugestão dada por ela! E enfim escolhi algo que gostei que foi trabalhar com caixas coloridas. Elaborei meu plano, que passou por adequações e a avaliações dos professores. Convidei parceiros, e marquei a data. Só não contava com tanta chuva, o que me preocupou e me levou a pensar em um plano “B”. Mas no dia marcado fomos para a Praça e realmente armou um temporal, mas mesmo assim a turma, no inicio um pouco tímida, se animou. Falei sobre os artistas inspiradores, Tim Walker, e Sam Spencer, suas obras. Discutimos a importância das cores, o estimulo que elas provocam as formas e imagens sempre tão presentes em nosso dia-a-dia. Isto os inspirou a pensar, a descobrir a importância da expressão visual e de criar.
A ação ficou bem animada, o que levou a muitas idéias e a bons resultados,
só não foi possível deixar exposto por muito tempo ,pois a chuva finalmente caiu, e deixar lá provocaria muita sujeira. Mas o resultado final foi empolgante, e pelo interesse despertado, posso dizer que ficou com um gostinho de “QUERO MAIS”.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Poética da minha Porta!!!!!!!!!!!
POÉTICA DA MINHA PORTA
Hoje fui ao encontro da minha porta!...
A praça dos romeiros!...
Deles?!? ... Mas eles não estão aqui pra desfrutar dela!!
...mas a criança que brinca de bicicleta, as que brincam de pega-pega, de carrinho, de soltar pipa, de skate, de roda, as que brincam de bola, as que levam brinquedos pra jogar,
... os adultos que fazem caminhadas ao seu redor,
...as mães que vão com seus bebes nos carrinhos pra passear e bater papo com as outras mães,
...os casais que vão namorar, ou as turmas de amigos que se encontram ali pra jogar conversa fora,
...o senhor que senta no banco à sombra de uma árvore apenas pra apreciar o movimento,
... as pessoas que apenas transitam de um lado para o outro apenas como parte de seu percurso, de alguma maneira desfrutam desta praça.
...Tem também a missa que é feita uma vez ao ano e que reúne uma pequena multidão. O teatro de natal que é apresentado todo final de ano, mostrando a morte e ressurreição de JESUS.
São tantos os que desfrutam desta praça!...
A praça dos romeiros!... Que oferece tão pouco, mas que inspira tantas possibilidades. Só não pra eles!.. Os romeiros...
Esta é a minha praça, esta é minha PORTA!
Hoje fui ao encontro da minha porta!...
A praça dos romeiros!...
Deles?!? ... Mas eles não estão aqui pra desfrutar dela!!
...mas a criança que brinca de bicicleta, as que brincam de pega-pega, de carrinho, de soltar pipa, de skate, de roda, as que brincam de bola, as que levam brinquedos pra jogar,
... os adultos que fazem caminhadas ao seu redor,
...as mães que vão com seus bebes nos carrinhos pra passear e bater papo com as outras mães,
...os casais que vão namorar, ou as turmas de amigos que se encontram ali pra jogar conversa fora,
...o senhor que senta no banco à sombra de uma árvore apenas pra apreciar o movimento,
... as pessoas que apenas transitam de um lado para o outro apenas como parte de seu percurso, de alguma maneira desfrutam desta praça.
...Tem também a missa que é feita uma vez ao ano e que reúne uma pequena multidão. O teatro de natal que é apresentado todo final de ano, mostrando a morte e ressurreição de JESUS.
São tantos os que desfrutam desta praça!...
A praça dos romeiros!... Que oferece tão pouco, mas que inspira tantas possibilidades. Só não pra eles!.. Os romeiros...
Esta é a minha praça, esta é minha PORTA!
Plano de intervenção na Praça
Universidade Federal de Goiás
Licenciatura em Artes Visuais
Faculdade de Artes Visuais – EAD – Alexânia
Estágio Supervisionado III – Ateliê de Poéticas Contemporâneas.
Aluna: Heliana de F. J. Peres
Tutor: Prof: Patrícia de S. Martins
Plano da ação Poético-Pedagógica:
Título: Você Também é um Artista!
Introdução:
A Praça dos Romeiros é um espaço com o qual me deparo todos os dias, pois está no caminho de saída e chegada em minha casa. É onde pessoas se encontram para bater papo, andar de bicicleta, de skate, jogar bola, namorar, caminhar, ou apenas sentar e apreciar o vai e vem!...
Escolhi desenvolver minha ação-pedagógica,nesta praça,trabalhando com caixas,cores e formas, porque ela também pode ser lugar de artista e de se fazer arte!! Convidei um grupo de pessoas, e vou convidar alguns que passarem por lá no momento para participar. Será a redescoberta da Praça dos Romeiros também como espaço para arte. Farei um registro fotográfico desta ação.
Objetivo geral:
Apresentar e falar da praça dos Romeiros, mostrar seus espaços, sua gente, e fazer conhecer suas possibilidades e potencialidades como espaço também para se ensinar, aprender e apreciar arte, como atividade crítico-reflexiva-sensível acessível a todos.
Objetivos específicos:
-Falar aos participantes sobre arte, principalmente sobre intervenções urbanas em praças.
-Falar sobre os diversos materiais possíveis de serem utilizados na criação de trabalhos artísticos.
-Falar sobre a presença e influência da arte na nossa vida.
-Mostrar, expor, apresentar, e falar sobre os trabalhos dos artistas inspiradores, Tim Walker e Sam Spencer. Eu os escolhi por que sua arte vai de encontro às pessoas, ela provoca este encontro.
Justificativa:
A decisão de realizar a oficina nesta praça surgiu depois das minhas caminhadas e estranhamentos. Foi em um destes momentos que me deparei com esta praça e vi que nela poderia existir e acontecer bem mais do que acontece. Percebi ali possibilidades de então desenvolver meu projeto, minha oficina de artes, e assim oferecer às pessoas que por ali passam a experiência de ver esta praça com um novo olhar. Despertar a sensibilidade, o valor e a importância deste espaço também faz parte de minha intenção, comungando com meus objetivos específicos, além de permitir que pessoas que não fazem parte do mundo da arte se descubram também como artistas possíveis, despertando um olhar sensível e crítico para a arte e sua relação com o mundo ao nosso redor.
A Praça dos Romeiros tem um belo espaço, e vi que ele poderia ser percebido através da minha oficina que servirá para inspirar nas pessoas que ali circulam, uma nova visão de seu potencial, agora voltado também para a arte.
Cronograma:
-Apresentar a definição de arte e intervenção em praças, e falar sobre os artistas inspiradores.
-Apresentar os materiais que serão utilizados, como: caixas de papelão, papel de presente de várias cores,cola, tesoura, barbante, e o que mais for necessário para um bom resultado. Estes materiais serão coletados (caixas)no comercio local, uma parte será comprada, e será também reaproveitado o que cada um tiver em casa.
-Deixar livre, para que cada um se expresse, com liberdade de pedir ajuda ou orientação se sentir necessidade.
-O tempo de realização será em média de três à quatro horas.
-Será feito registro fotográfico e se possível, uma filmagem. Tudo será postado no Blog e no fórum.
-Está previsto realizar dia 20/11/10, no período da tarde.
Metodologia:
-Selecionar caixas de vários tamanhos, cobrí-las com papel colorido, usar barbante para prender ou pendurar.
-Com o objetivo de inspirar, vou levar fotos de alguns trabalhos dos artistas.
-Deixar livre para que cada um crie sua arte.
Avaliação:
-Saber o que mudou (se mudou) na visão dos participantes sobre o que é arte e seu papel na vida de cada um de nós.
-Saber o que cada um achou desta experiência, e como avalia os resultados.
Bibliografia:
www.timwalkerphotografpy
www.designmuseum.org
www.fliker.com
www.samspenser.com
Professores autores Dra. Leda Maria de Barros Guimarães e Prof.Dr.Ronaldo Alexandre de Oliveira – Estagio Supervisionado 3: Licenciatura em Artes Visuais:módulo 7/Universidade Federal de Goiás.Faculdade Artes Visuais.Goiânia.Editora UFG.
Professor autor Msc. Paulo Veiga Jordão – Ateliê de Poéticas Visuais Contemporâneas: Unidade 3: Licenciatura em Artes Visuais: módulo 7/Universidade Federal de Goiás. Faculdade de Artes Visuais. Goiânia. Editora UFG.
Licenciatura em Artes Visuais
Faculdade de Artes Visuais – EAD – Alexânia
Estágio Supervisionado III – Ateliê de Poéticas Contemporâneas.
Aluna: Heliana de F. J. Peres
Tutor: Prof: Patrícia de S. Martins
Plano da ação Poético-Pedagógica:
Título: Você Também é um Artista!
Introdução:
A Praça dos Romeiros é um espaço com o qual me deparo todos os dias, pois está no caminho de saída e chegada em minha casa. É onde pessoas se encontram para bater papo, andar de bicicleta, de skate, jogar bola, namorar, caminhar, ou apenas sentar e apreciar o vai e vem!...
Escolhi desenvolver minha ação-pedagógica,nesta praça,trabalhando com caixas,cores e formas, porque ela também pode ser lugar de artista e de se fazer arte!! Convidei um grupo de pessoas, e vou convidar alguns que passarem por lá no momento para participar. Será a redescoberta da Praça dos Romeiros também como espaço para arte. Farei um registro fotográfico desta ação.
Objetivo geral:
Apresentar e falar da praça dos Romeiros, mostrar seus espaços, sua gente, e fazer conhecer suas possibilidades e potencialidades como espaço também para se ensinar, aprender e apreciar arte, como atividade crítico-reflexiva-sensível acessível a todos.
Objetivos específicos:
-Falar aos participantes sobre arte, principalmente sobre intervenções urbanas em praças.
-Falar sobre os diversos materiais possíveis de serem utilizados na criação de trabalhos artísticos.
-Falar sobre a presença e influência da arte na nossa vida.
-Mostrar, expor, apresentar, e falar sobre os trabalhos dos artistas inspiradores, Tim Walker e Sam Spencer. Eu os escolhi por que sua arte vai de encontro às pessoas, ela provoca este encontro.
Justificativa:
A decisão de realizar a oficina nesta praça surgiu depois das minhas caminhadas e estranhamentos. Foi em um destes momentos que me deparei com esta praça e vi que nela poderia existir e acontecer bem mais do que acontece. Percebi ali possibilidades de então desenvolver meu projeto, minha oficina de artes, e assim oferecer às pessoas que por ali passam a experiência de ver esta praça com um novo olhar. Despertar a sensibilidade, o valor e a importância deste espaço também faz parte de minha intenção, comungando com meus objetivos específicos, além de permitir que pessoas que não fazem parte do mundo da arte se descubram também como artistas possíveis, despertando um olhar sensível e crítico para a arte e sua relação com o mundo ao nosso redor.
A Praça dos Romeiros tem um belo espaço, e vi que ele poderia ser percebido através da minha oficina que servirá para inspirar nas pessoas que ali circulam, uma nova visão de seu potencial, agora voltado também para a arte.
Cronograma:
-Apresentar a definição de arte e intervenção em praças, e falar sobre os artistas inspiradores.
-Apresentar os materiais que serão utilizados, como: caixas de papelão, papel de presente de várias cores,cola, tesoura, barbante, e o que mais for necessário para um bom resultado. Estes materiais serão coletados (caixas)no comercio local, uma parte será comprada, e será também reaproveitado o que cada um tiver em casa.
-Deixar livre, para que cada um se expresse, com liberdade de pedir ajuda ou orientação se sentir necessidade.
-O tempo de realização será em média de três à quatro horas.
-Será feito registro fotográfico e se possível, uma filmagem. Tudo será postado no Blog e no fórum.
-Está previsto realizar dia 20/11/10, no período da tarde.
Metodologia:
-Selecionar caixas de vários tamanhos, cobrí-las com papel colorido, usar barbante para prender ou pendurar.
-Com o objetivo de inspirar, vou levar fotos de alguns trabalhos dos artistas.
-Deixar livre para que cada um crie sua arte.
Avaliação:
-Saber o que mudou (se mudou) na visão dos participantes sobre o que é arte e seu papel na vida de cada um de nós.
-Saber o que cada um achou desta experiência, e como avalia os resultados.
Bibliografia:
www.timwalkerphotografpy
www.designmuseum.org
www.fliker.com
www.samspenser.com
Professores autores Dra. Leda Maria de Barros Guimarães e Prof.Dr.Ronaldo Alexandre de Oliveira – Estagio Supervisionado 3: Licenciatura em Artes Visuais:módulo 7/Universidade Federal de Goiás.Faculdade Artes Visuais.Goiânia.Editora UFG.
Professor autor Msc. Paulo Veiga Jordão – Ateliê de Poéticas Visuais Contemporâneas: Unidade 3: Licenciatura em Artes Visuais: módulo 7/Universidade Federal de Goiás. Faculdade de Artes Visuais. Goiânia. Editora UFG.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
ENSINO/EDUCAÇÃO????
A Evolução da Educação.
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.
Leiam o relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
7. Em 201 0 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a
professora provocou traumas na criança.
Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.
“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta
melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará' em deixar filhos
melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.
Leiam o relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
7. Em 201 0 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a
professora provocou traumas na criança.
Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.
“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta
melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará' em deixar filhos
melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
ETAPA 2 - PRODUÇÃO E IMAGEM FOTOGRÁFICA
Raymond Hains é um dos nomes mais significativos do contexto artístico francês. Os seus trabalhos começaram a ser reconhecidos internacionalmente a partir da exposição que a fundação Cartier lhe dedicou.
A obra dele constitui uma reescrita da hist´ria da arte e cultura ocidentais, através da inesperadas associações que propicia. As suas fotografias ipnagogicas assim como suas decollagem converteram-no num dos artistas mais originais da segunda metade do século XX .
Foi nas obras de colagem de Raymond Hains, como mostra a fig.3 do texto da unidade I que me inspirei para fazer este trabalho.Fazendo colagens com panfletos de propaganda política, cartões de visita, e propagandas de lojas da cidade.
A relação deste trabalho com o texto Carta das Cidades Educadoras é que através da propaganda seja ela política comercial ou oferta de prestação de serviço há uma forte interferência na relação desta cidade com seus cidadãos, pois neste período de propagandas políticas em especial ha uma enxurrada de papéis invadindo a cidade, causando uma agressão visual, impondo as pessoas um convívio constantes com essas informações, ferindo um dos direitos estabelecidos na carta que é um equilibrio natural, o direito a um ambiente sadio, com respeito e responsabilidade social.
Fonte de pesquisa:www. Itaú Cultural.com
sábado, 28 de agosto de 2010
Reportagem interessante
A cidade que educaAdriana Küchler
free-lance para a Folha de S.Paulo
Na cidade de Rosario (Argentina), um grupo de escoteiros decidiu fazer uma campanha para que, no Natal de 1999, os pais não dessem brinquedos violentos para os filhos. Os escoteiros conversaram com os professores nas escolas. Depois, vários grupos começaram a colar cartazes nas portas das lojas de brinquedos e a fazer plantão no comércio para estimular os pais a comprar presentes mais educativos. A campanha "Jogar Pela Paz" se espalhou para o rádio, para os bilhetes de ônibus e para mais de 20 cidades da América Latina e da Europa.
Carlos Carrión/Folha Imagem
A educadora argentina Alicia Cabezudo
As cidades que foram atingidas pela campanha iniciada em Rosario participam da Associação Internacional de Cidades Educadoras (www.edcities.bcn.es), reunião de municípios que se comprometeram a transformar locais públicos em espaços educativos para a população, sem excluir faixa etária ou classe social. A iniciativa foi lançada na Espanha, em 1990, durante o 1º Congresso Internacional de Cidades Educadoras.
No começo de abril, a capital paulista foi a 281ª cidade a assinar o termo de compromisso da associação, a chamada Carta de Barcelona. Além de São Paulo, já são oito os municípios brasileiros que podem trocar experiências com esse enfoque: Alvorada (RS), Belo Horizonte (MG), Campo Novo do Parecis (MT), Caxias do Sul (RS), Cuiabá (MS), Pilar (PB), Piracicaba (SP) e Porto Alegre (RS).
Para ser uma cidade educadora, é preciso ter um governo eleito democraticamente e o compromisso do prefeito e da Câmara Municipal de incentivar novos projetos em educação. Os experimentos mais bem-sucedidos são apresentados anualmente no Congresso Internacional das Cidades Educadoras, que, neste ano, acontecerá de 17 a 20 de novembro, em Gênova (Itália).
A diretora da Rede Latino-Americana de Cidades Educadoras, a argentina Alicia Cabezudo, 54, explicou para o Sinapse um pouco mais sobre essa iniciativa.
Sinapse - O que é uma cidade educadora?
Alicia Cabezudo - É aquela que converte o seu espaço urbano em uma escola. Imagine uma escola sem paredes e sem teto. Nesse espaço, todos os lugares são salas de aula: rua, parque, praça, praia, rio, favela, shopping e também as escolas e as universidades. Há espaços para a educação formal, em que se aplicam conhecimentos sistematizados, e a informal, em que cabe todo tipo de conhecimento. Ela integra esses tipos de educação, ensinando todos os cidadãos, do bebê ao avô, por toda a vida.
Sinapse - Como isso funciona na prática?
Alicia - Com projetos do governo local junto com ONGs, universidades, igrejas ou quem queira se unir. Alguns exemplos: a educação ambiental, onde a cidade educadora ensina os cidadãos a não jogar lixo na rua, a cuidar do ambiente. O orçamento participativo também é uma estratégia da cidade educadora, onde a população participa ativamente das decisões do governo. .
Sinapse - Como transformar shoppings e favelas em espaços educadores?
Alicia - Todos os lugares podem ser educadores. No shopping, dá para fazer apresentações de teatro, de música, de dança. As pessoas param de comprar por um instante e aprendem algo. A favela é vista como um espaço feio, mas nela podem ser trabalhados valores positivos, como a amizade e também a solidariedade.
Sinapse - Qual é, então, a diferença entre uma cidade educadora e uma cidade que investe em educação?
Alicia - A diferença é que, participando da associação, o município entra em contato com outras cidades educadoras. Pode participar de projetos comuns, visitar uma cidade para estudar os seus programas ou convidar outro membro para explicar seus projetos. É uma rede solidária.
Sinapse - Como são desenvolvidos os projetos comuns entre vários países?
Alicia - Um exemplo é o "Minha Cidade e o Mundo", um programa em que crianças e professores de escolas de diferentes países trocam correspondência. Nós fazemos o contato entre eles. As crianças são incentivadas a discutir o que têm em comum com as de outros países e o que é diferente. Crianças de escolas públicas, que nunca tiveram contato com o exterior, discutem costumes e tradições. E, muitas vezes, alunos e professores se visitam. Já fizemos esse intercâmbio entre Turim (Itália) e Buenos Aires (Argentina).
Sinapse - Quem é o responsável por coordenar o trabalho em cada cidade educadora?
Alicia - Primeiro, o prefeito; depois, a Câmara Municipal. O prefeito nomeia um responsável, que geralmente é o secretário da Educação. Mas não precisa ser. Na cidade educadora, todos os secretários são secretários da Educação. O secretário de Planejamento deve planejar a cidade com espaços verdes, com espaços públicos para pessoas de todas as idades e com acesso para deficientes. Todos eles, sejam da Saúde ou do Desenvolvimento Social, devem se preocupar com a educação. E o secretário da Educação não se preocupa só com escolas. Deve olhar também para parques, praças e praias.
Sinapse - Qual é sua avaliação das cidades educadoras brasileiras?
Alicia - No Brasil, já existem vários programas de educação cidadã e outros de preservação do patrimônio arquitetônico, que também é uma preocupação das cidades educadoras. Agora, queremos que São Paulo se torne a coordenadora das cidades educadoras no país e convide mais participantes.
free-lance para a Folha de S.Paulo
Na cidade de Rosario (Argentina), um grupo de escoteiros decidiu fazer uma campanha para que, no Natal de 1999, os pais não dessem brinquedos violentos para os filhos. Os escoteiros conversaram com os professores nas escolas. Depois, vários grupos começaram a colar cartazes nas portas das lojas de brinquedos e a fazer plantão no comércio para estimular os pais a comprar presentes mais educativos. A campanha "Jogar Pela Paz" se espalhou para o rádio, para os bilhetes de ônibus e para mais de 20 cidades da América Latina e da Europa.
Carlos Carrión/Folha Imagem
A educadora argentina Alicia Cabezudo
As cidades que foram atingidas pela campanha iniciada em Rosario participam da Associação Internacional de Cidades Educadoras (www.edcities.bcn.es), reunião de municípios que se comprometeram a transformar locais públicos em espaços educativos para a população, sem excluir faixa etária ou classe social. A iniciativa foi lançada na Espanha, em 1990, durante o 1º Congresso Internacional de Cidades Educadoras.
No começo de abril, a capital paulista foi a 281ª cidade a assinar o termo de compromisso da associação, a chamada Carta de Barcelona. Além de São Paulo, já são oito os municípios brasileiros que podem trocar experiências com esse enfoque: Alvorada (RS), Belo Horizonte (MG), Campo Novo do Parecis (MT), Caxias do Sul (RS), Cuiabá (MS), Pilar (PB), Piracicaba (SP) e Porto Alegre (RS).
Para ser uma cidade educadora, é preciso ter um governo eleito democraticamente e o compromisso do prefeito e da Câmara Municipal de incentivar novos projetos em educação. Os experimentos mais bem-sucedidos são apresentados anualmente no Congresso Internacional das Cidades Educadoras, que, neste ano, acontecerá de 17 a 20 de novembro, em Gênova (Itália).
A diretora da Rede Latino-Americana de Cidades Educadoras, a argentina Alicia Cabezudo, 54, explicou para o Sinapse um pouco mais sobre essa iniciativa.
Sinapse - O que é uma cidade educadora?
Alicia Cabezudo - É aquela que converte o seu espaço urbano em uma escola. Imagine uma escola sem paredes e sem teto. Nesse espaço, todos os lugares são salas de aula: rua, parque, praça, praia, rio, favela, shopping e também as escolas e as universidades. Há espaços para a educação formal, em que se aplicam conhecimentos sistematizados, e a informal, em que cabe todo tipo de conhecimento. Ela integra esses tipos de educação, ensinando todos os cidadãos, do bebê ao avô, por toda a vida.
Sinapse - Como isso funciona na prática?
Alicia - Com projetos do governo local junto com ONGs, universidades, igrejas ou quem queira se unir. Alguns exemplos: a educação ambiental, onde a cidade educadora ensina os cidadãos a não jogar lixo na rua, a cuidar do ambiente. O orçamento participativo também é uma estratégia da cidade educadora, onde a população participa ativamente das decisões do governo. .
Sinapse - Como transformar shoppings e favelas em espaços educadores?
Alicia - Todos os lugares podem ser educadores. No shopping, dá para fazer apresentações de teatro, de música, de dança. As pessoas param de comprar por um instante e aprendem algo. A favela é vista como um espaço feio, mas nela podem ser trabalhados valores positivos, como a amizade e também a solidariedade.
Sinapse - Qual é, então, a diferença entre uma cidade educadora e uma cidade que investe em educação?
Alicia - A diferença é que, participando da associação, o município entra em contato com outras cidades educadoras. Pode participar de projetos comuns, visitar uma cidade para estudar os seus programas ou convidar outro membro para explicar seus projetos. É uma rede solidária.
Sinapse - Como são desenvolvidos os projetos comuns entre vários países?
Alicia - Um exemplo é o "Minha Cidade e o Mundo", um programa em que crianças e professores de escolas de diferentes países trocam correspondência. Nós fazemos o contato entre eles. As crianças são incentivadas a discutir o que têm em comum com as de outros países e o que é diferente. Crianças de escolas públicas, que nunca tiveram contato com o exterior, discutem costumes e tradições. E, muitas vezes, alunos e professores se visitam. Já fizemos esse intercâmbio entre Turim (Itália) e Buenos Aires (Argentina).
Sinapse - Quem é o responsável por coordenar o trabalho em cada cidade educadora?
Alicia - Primeiro, o prefeito; depois, a Câmara Municipal. O prefeito nomeia um responsável, que geralmente é o secretário da Educação. Mas não precisa ser. Na cidade educadora, todos os secretários são secretários da Educação. O secretário de Planejamento deve planejar a cidade com espaços verdes, com espaços públicos para pessoas de todas as idades e com acesso para deficientes. Todos eles, sejam da Saúde ou do Desenvolvimento Social, devem se preocupar com a educação. E o secretário da Educação não se preocupa só com escolas. Deve olhar também para parques, praças e praias.
Sinapse - Qual é sua avaliação das cidades educadoras brasileiras?
Alicia - No Brasil, já existem vários programas de educação cidadã e outros de preservação do patrimônio arquitetônico, que também é uma preocupação das cidades educadoras. Agora, queremos que São Paulo se torne a coordenadora das cidades educadoras no país e convide mais participantes.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
RESUMO
RESUMO
O multiculturalismo no ensino da arte:
Considerar as obras de arte como geradoras de experiências estéticas, possibilita aproximar-se das borradas fronteiras entre as diferentes formas de arte e cultura de uma maneira diferente e mais enriquecedora do que aquela baseada em critérios classificadores tradicionais.
O pensamento de Geertz (1983) nos mostra que o interessante da obra cultural não é seu caráter prescritivo, definidor de um estilo de vida,mas a constante interação sistêmica com todas as áreas simbólicas que a compõe, sejam vindas di interior de seus personagens, como da incorporação de elementos daqueles contextos culturais e simbólicos, cujos significados não são familiares. Não podemos dizer que há culturas fechadas, senão sistêmicas em continua e fluente interação, em que se cruzam imaginários, gerando constantemente novos significados e renovando incessantemente as relações.
Tudo é questão de mudança de foco – Focar na construção de sentido, nas aplicações, mais que nos valores ou traços culturais, nos coloca em posição muito melhor para abordar fenômenos culturalmente tão complexos como os que são vivenciados em praticamente todas as sociedades do mundo.
Acredito que é bom para as propostas multiculturalistas em educação, que nunca se perda de vista o questionamento sobre a origem dos valores que muitas vezes se apresentam como essenciais ou característicos de uma cultura, assim como sobre a posição que ocupam seus defensores no jogo das hegemonias sociais, políticas e econômicas presentes em seus contextos culturais.
Jacqueline Chanda em seu trabalho intitulado “Ver o outro através de nossos próprios olhos: problemas na educação multicultural”, a celebre educadora norte-americana lamenta a forma inadequada como a educação artística de seu pais incorporou elementos de outros contextos culturais, especialmente africanos, em seus estudos de arte. Concordo com Chanda em seu repudio ao fato destes produtos ou eventos artísticos serem analisados sem uma abordagem do contexto em que foram produzidos, no entanto Chanda vincula a legitimidade de qualquer interpretação desses produtos culturais com os respectivos significados de seus contextos.
Não é difícil concordar com algumas destas afirmações, mas, pelo menos duas questões escapam à educadora norte-americana:
A primeira é que considerar muitos desses produtos como arte já é uma ressignificação própria de formas culturais distintas, a maioria das vezes, do contexto em que esses produtos foram criados.
A segunda é quando falamos de “olhos do outro”, ou qualquer termo equivalente, referindo-nos a contextos culturais diferentes do nosso não estamos submetendo a críticas o jogo de legitimação das distintas vozes que, sem duvida, existe na comunidade de origem de tais produtos. Quando nos referimos ao outro como sinônimo de outra cultura, devemos nos perguntar: Quais são os significados de uma cultura?De seus lideres?Dos especialistas?Dos produtores?Dos usuários? Quais são as vozes legitimadas de cada cultura e quais são os mecanismos que a legitimam?Raramente essas questões são levadas em conta nas propostas de intervenção multiculturalista no ensino da arte, por serem muito criticas.
Aqueles que como Chanda, não acreditam nas essências culturais ou nos valores permanentes da cultura, mas sim em uma constante transformação e resignifação dos mesmos por seus usuários, deveriam mudar o foco do problema da idéia de permanência cultural para a interação dinâmica dos significados. Considero que as fronteiras interculturais estão indefinidas, porque quando focamos nesse jogo percebemos que as mudanças de sentido não ocorrem necessariamente próximas aos limites tradicionais entre as culturas, mas se dão com a mesma intensidade tanto no interior dessas fronteiras, como em seu contato fora delas.
Uma das principais funções que podemos outorgar ao ensino da arte centrado na experiência é o de possibilitar que todas as vozes sejam ouvidas, inclusive aquelas que as práticas tradicionais de ensino ignoram ou minimizam. Trata-se, portanto de romper as dinâmicas escolares tradicionais, que buscam perpetuar os discursos e as relações de poder já estabelecidos, favorecendo a presença curricular de algumas pessoas, em detrimento de outras, e assim perpetuar discursos de ralações de poder.
O Debate metodológico: A questão da interpretação.
A partir da concepção da arte como experiência e relato aberto, combinada com uma perspectiva critica da educação, podem ser, pelo menos três:
- o enriquecimento das “molas” da experiência estética e de vida;
- O jogo dialético e a redescrição ironista;
- O reequilíbrio entre análise e a emoção, através da pratica da leitura inspirada;
O enriquecimento das molas da experiência estéticas e de vida:
Na educação artística é decisivo, portanto, criar em torno dos estudantes, um ambiente culturalmente rico, e fazer da arte, e em geral de todo o conhecimento, um cenário onde se pode recriar testar e representar experiências de vida.
O jogo dialético e a redescrição ironista como fundamentos de uma nova atuação docente:
Ironista é para Rorty aquele que, na tarefa de conhecer, exclui toda a pretensão de fazer com a verdade. A postura do ironista em relação ás descrições e fatos da experiência é a de aceitar que não são historias vindas diretamente da realidade, mas apenas jogos de linguagem sobre a mesma.
Podemos dizer que um dos pilares do método ironista é a redescrição, convertida em uma espécie de “critica cultural”. O interessante sobre o ironista rotyano, é que oferece um bom material para tecer um novo perfil do educador artístico e fundamentar nossas praticas educativas de forma mais adequada ás diferentes condições sociais e culturais.A adequação de uma perspectiva ironista ao campo do ensino da arte, nos convida a repensar nossa idéia de interpretação e, sobretudo, de “compreensão” em nossa atuação como docentes.
Leitura inspirada: O reequilíbrio entre a análise e a emoção.
Tanto Dewey como Rorty, dá a tônica sobre a interação entre a obra de arte e a experiência de vida, considerando que esta ligação constitui a finalidade de nossa relação com as artes. Ambos indicam claramente que, depois da crítica analítica, chegou o momento de nos deixarmos levar sem medo para “vivenciarmos” as obras de arte, para nos envolver cognitivamente e emocionalmente com elas, desenvolvendo cada experiência estética. Indo para o campo específico da pratica educativa, considero que as estratégias de compreensão não devem ficar exclusivamente no nível analítico-cognitivo, como é habitual na perspectiva critica, também devem progredir simultaneamente no nível emotivo-estetico.
Da perspectiva pragmatista, o propósito da compreensão estética seria o enriquecimento da experiência, ao passo que análise deveria ficar em segundo plano. A analise deve servir para situar a obra em um contexto cultural, nunca para substituir ou reproduzir plenamente a experiência da obra de arte. Sendo assim ver obras de arte não é apenas tentar achar o seu significado, mas sim, vê-la á luz de outras obras, de outros textos, de experiências passadas ou de outras pessoas. Esta e a diferença entre o que Rorty chama de leituras metódicas - as que sabem exatamente o que querem de uma obra de arte – e as leituras inspiradas – ou seja,guiadas pelo “apetite por poesia”. As primeiras projetam o conhecimento do espectador sobre a obra analisada, já o segundo tipo de leitura consiste em se colocar diante das obras de arte disposto a querer algo que lhe estimule a mudar, melhorar, ampliar ou diversificar seus objetivos e assim, sua própria vida.
O debate sobre a finalidade da educação:
Os fundamentos estéticos, filosóficos e educativos trazem como conseqüência a necessidade de projetar nossos objetivos educacionais para alem da alfabetização visual, do conhecimento da arte. A finalidade do ensino da arte deveria ser criar competência, critérios e sensibilidade para fazer uso das experiências transmitidas pela arte ou pela cultura visual.
Buscar o significado dos produtos estéticos no seu contexto de origem, como sugerem algumas didáticas multiculturais, e apenas uma das possibilidades de trabalho oferecidas, nos estimula a tirar muito mais proveito de suas qualidades estéticas ou artísticas. Enquanto nós cultivamos nossa identidade, nos tornamos sensíveis à linguagem dos outros, nos equipando com uma bagagem cognitiva e afetiva.
O debate sobre o poder da arte e seu valor para a reconstrução social:
Ensinar a compreender as obras de arte não é, portanto, apenas desvendar os mecanismos de poder implícitos nas obras e, assim, libertar os indivíduos, e sim fornecer informações completas sobre os princípios, crenças e desejos alheios, de forma que esse conhecimento nos possibilite ser solidário ás causas justas. O ensino da arte é ideal para desenvolver uma identidade leve, casual, permeável e aberta á aceitação do outro, bem como, eficaz na transformação e reconstrução social. Não é através de um suposto exercício de ação direta da arte, mas sim,com a educação frente a desigualdade, que o ensino da arte pode contribuir com a reconstrução social.
Algumas conseqüências:
Repensar nossa atuação como educadores e os eixos de nosso trabalho são os grandes desafios que temos pela frente. Não é uma tarefa fácil em razão das próprias características do território onde devemos desenvolver nossa ação e pelo peso que ainda tem em nossa cultura o antigo imaginário escolar.
Talvez seja a hora de perceber que a escola de hoje, se não abrir suas portas e romper com seus costumes, no seu papel de cofre intransponível do conhecimento, de costas para a vida; não será o lugar mais apropriado para aproximar os estudantes do legado cultural e muito menos para tornar esse legado, parte do seu imaginário estético e útil para suas experiências de vida.
Heliana J. Peres
O multiculturalismo no ensino da arte:
Considerar as obras de arte como geradoras de experiências estéticas, possibilita aproximar-se das borradas fronteiras entre as diferentes formas de arte e cultura de uma maneira diferente e mais enriquecedora do que aquela baseada em critérios classificadores tradicionais.
O pensamento de Geertz (1983) nos mostra que o interessante da obra cultural não é seu caráter prescritivo, definidor de um estilo de vida,mas a constante interação sistêmica com todas as áreas simbólicas que a compõe, sejam vindas di interior de seus personagens, como da incorporação de elementos daqueles contextos culturais e simbólicos, cujos significados não são familiares. Não podemos dizer que há culturas fechadas, senão sistêmicas em continua e fluente interação, em que se cruzam imaginários, gerando constantemente novos significados e renovando incessantemente as relações.
Tudo é questão de mudança de foco – Focar na construção de sentido, nas aplicações, mais que nos valores ou traços culturais, nos coloca em posição muito melhor para abordar fenômenos culturalmente tão complexos como os que são vivenciados em praticamente todas as sociedades do mundo.
Acredito que é bom para as propostas multiculturalistas em educação, que nunca se perda de vista o questionamento sobre a origem dos valores que muitas vezes se apresentam como essenciais ou característicos de uma cultura, assim como sobre a posição que ocupam seus defensores no jogo das hegemonias sociais, políticas e econômicas presentes em seus contextos culturais.
Jacqueline Chanda em seu trabalho intitulado “Ver o outro através de nossos próprios olhos: problemas na educação multicultural”, a celebre educadora norte-americana lamenta a forma inadequada como a educação artística de seu pais incorporou elementos de outros contextos culturais, especialmente africanos, em seus estudos de arte. Concordo com Chanda em seu repudio ao fato destes produtos ou eventos artísticos serem analisados sem uma abordagem do contexto em que foram produzidos, no entanto Chanda vincula a legitimidade de qualquer interpretação desses produtos culturais com os respectivos significados de seus contextos.
Não é difícil concordar com algumas destas afirmações, mas, pelo menos duas questões escapam à educadora norte-americana:
A primeira é que considerar muitos desses produtos como arte já é uma ressignificação própria de formas culturais distintas, a maioria das vezes, do contexto em que esses produtos foram criados.
A segunda é quando falamos de “olhos do outro”, ou qualquer termo equivalente, referindo-nos a contextos culturais diferentes do nosso não estamos submetendo a críticas o jogo de legitimação das distintas vozes que, sem duvida, existe na comunidade de origem de tais produtos. Quando nos referimos ao outro como sinônimo de outra cultura, devemos nos perguntar: Quais são os significados de uma cultura?De seus lideres?Dos especialistas?Dos produtores?Dos usuários? Quais são as vozes legitimadas de cada cultura e quais são os mecanismos que a legitimam?Raramente essas questões são levadas em conta nas propostas de intervenção multiculturalista no ensino da arte, por serem muito criticas.
Aqueles que como Chanda, não acreditam nas essências culturais ou nos valores permanentes da cultura, mas sim em uma constante transformação e resignifação dos mesmos por seus usuários, deveriam mudar o foco do problema da idéia de permanência cultural para a interação dinâmica dos significados. Considero que as fronteiras interculturais estão indefinidas, porque quando focamos nesse jogo percebemos que as mudanças de sentido não ocorrem necessariamente próximas aos limites tradicionais entre as culturas, mas se dão com a mesma intensidade tanto no interior dessas fronteiras, como em seu contato fora delas.
Uma das principais funções que podemos outorgar ao ensino da arte centrado na experiência é o de possibilitar que todas as vozes sejam ouvidas, inclusive aquelas que as práticas tradicionais de ensino ignoram ou minimizam. Trata-se, portanto de romper as dinâmicas escolares tradicionais, que buscam perpetuar os discursos e as relações de poder já estabelecidos, favorecendo a presença curricular de algumas pessoas, em detrimento de outras, e assim perpetuar discursos de ralações de poder.
O Debate metodológico: A questão da interpretação.
A partir da concepção da arte como experiência e relato aberto, combinada com uma perspectiva critica da educação, podem ser, pelo menos três:
- o enriquecimento das “molas” da experiência estética e de vida;
- O jogo dialético e a redescrição ironista;
- O reequilíbrio entre análise e a emoção, através da pratica da leitura inspirada;
O enriquecimento das molas da experiência estéticas e de vida:
Na educação artística é decisivo, portanto, criar em torno dos estudantes, um ambiente culturalmente rico, e fazer da arte, e em geral de todo o conhecimento, um cenário onde se pode recriar testar e representar experiências de vida.
O jogo dialético e a redescrição ironista como fundamentos de uma nova atuação docente:
Ironista é para Rorty aquele que, na tarefa de conhecer, exclui toda a pretensão de fazer com a verdade. A postura do ironista em relação ás descrições e fatos da experiência é a de aceitar que não são historias vindas diretamente da realidade, mas apenas jogos de linguagem sobre a mesma.
Podemos dizer que um dos pilares do método ironista é a redescrição, convertida em uma espécie de “critica cultural”. O interessante sobre o ironista rotyano, é que oferece um bom material para tecer um novo perfil do educador artístico e fundamentar nossas praticas educativas de forma mais adequada ás diferentes condições sociais e culturais.A adequação de uma perspectiva ironista ao campo do ensino da arte, nos convida a repensar nossa idéia de interpretação e, sobretudo, de “compreensão” em nossa atuação como docentes.
Leitura inspirada: O reequilíbrio entre a análise e a emoção.
Tanto Dewey como Rorty, dá a tônica sobre a interação entre a obra de arte e a experiência de vida, considerando que esta ligação constitui a finalidade de nossa relação com as artes. Ambos indicam claramente que, depois da crítica analítica, chegou o momento de nos deixarmos levar sem medo para “vivenciarmos” as obras de arte, para nos envolver cognitivamente e emocionalmente com elas, desenvolvendo cada experiência estética. Indo para o campo específico da pratica educativa, considero que as estratégias de compreensão não devem ficar exclusivamente no nível analítico-cognitivo, como é habitual na perspectiva critica, também devem progredir simultaneamente no nível emotivo-estetico.
Da perspectiva pragmatista, o propósito da compreensão estética seria o enriquecimento da experiência, ao passo que análise deveria ficar em segundo plano. A analise deve servir para situar a obra em um contexto cultural, nunca para substituir ou reproduzir plenamente a experiência da obra de arte. Sendo assim ver obras de arte não é apenas tentar achar o seu significado, mas sim, vê-la á luz de outras obras, de outros textos, de experiências passadas ou de outras pessoas. Esta e a diferença entre o que Rorty chama de leituras metódicas - as que sabem exatamente o que querem de uma obra de arte – e as leituras inspiradas – ou seja,guiadas pelo “apetite por poesia”. As primeiras projetam o conhecimento do espectador sobre a obra analisada, já o segundo tipo de leitura consiste em se colocar diante das obras de arte disposto a querer algo que lhe estimule a mudar, melhorar, ampliar ou diversificar seus objetivos e assim, sua própria vida.
O debate sobre a finalidade da educação:
Os fundamentos estéticos, filosóficos e educativos trazem como conseqüência a necessidade de projetar nossos objetivos educacionais para alem da alfabetização visual, do conhecimento da arte. A finalidade do ensino da arte deveria ser criar competência, critérios e sensibilidade para fazer uso das experiências transmitidas pela arte ou pela cultura visual.
Buscar o significado dos produtos estéticos no seu contexto de origem, como sugerem algumas didáticas multiculturais, e apenas uma das possibilidades de trabalho oferecidas, nos estimula a tirar muito mais proveito de suas qualidades estéticas ou artísticas. Enquanto nós cultivamos nossa identidade, nos tornamos sensíveis à linguagem dos outros, nos equipando com uma bagagem cognitiva e afetiva.
O debate sobre o poder da arte e seu valor para a reconstrução social:
Ensinar a compreender as obras de arte não é, portanto, apenas desvendar os mecanismos de poder implícitos nas obras e, assim, libertar os indivíduos, e sim fornecer informações completas sobre os princípios, crenças e desejos alheios, de forma que esse conhecimento nos possibilite ser solidário ás causas justas. O ensino da arte é ideal para desenvolver uma identidade leve, casual, permeável e aberta á aceitação do outro, bem como, eficaz na transformação e reconstrução social. Não é através de um suposto exercício de ação direta da arte, mas sim,com a educação frente a desigualdade, que o ensino da arte pode contribuir com a reconstrução social.
Algumas conseqüências:
Repensar nossa atuação como educadores e os eixos de nosso trabalho são os grandes desafios que temos pela frente. Não é uma tarefa fácil em razão das próprias características do território onde devemos desenvolver nossa ação e pelo peso que ainda tem em nossa cultura o antigo imaginário escolar.
Talvez seja a hora de perceber que a escola de hoje, se não abrir suas portas e romper com seus costumes, no seu papel de cofre intransponível do conhecimento, de costas para a vida; não será o lugar mais apropriado para aproximar os estudantes do legado cultural e muito menos para tornar esse legado, parte do seu imaginário estético e útil para suas experiências de vida.
Heliana J. Peres
Importancia do Bolg
A importância do uso dos blogs.
Os blogs são formas de ensinar e aprender, muito ricas, tanto para o professor como para o aluno. Recicla ambos, atualiza, instiga a curiosidade, a pesquisa e a aprendizagem, além de ser uma forma de comunicação entre alunos, professores, amigos, mas e família. É um instrumento para ensinar e aprender, e uma forma de intercâmbio de conhecimentos e publicação de seus conhecimentos construídos e produzidos. Mas que infelizmente não é acessível à todos. Para que isso fosse possível, cada aluno deveria ter seu notebook com internet, ou pelos menos ter mais laboratórios de informática nas escolas, para que as turmas pudessem usá-las mais vezes, tornando o uso desta tecnologia mais democrática.
Heliana
Os blogs são formas de ensinar e aprender, muito ricas, tanto para o professor como para o aluno. Recicla ambos, atualiza, instiga a curiosidade, a pesquisa e a aprendizagem, além de ser uma forma de comunicação entre alunos, professores, amigos, mas e família. É um instrumento para ensinar e aprender, e uma forma de intercâmbio de conhecimentos e publicação de seus conhecimentos construídos e produzidos. Mas que infelizmente não é acessível à todos. Para que isso fosse possível, cada aluno deveria ter seu notebook com internet, ou pelos menos ter mais laboratórios de informática nas escolas, para que as turmas pudessem usá-las mais vezes, tornando o uso desta tecnologia mais democrática.
Heliana
Resumo Unidade I
RESUMO:
POR QUE O PRAGMATISMO? IMAGINANDO NOVAS FORMAS DE ENSINO DA ARTE.
Como perspectiva filosófica para abordar os desafios da educação artística atual e repensar uma renovação da mesma, o pragmatismo possui um caráter antinormativo e uma posição crítica ante a ditadura do método e sua nula pretensão de ser um modelo de explicação da realidade.
Uma perspectiva pragmatista nos força manter alerta diante do conhecimento já estabelecido e olhar sem medo para uma mudança de paradigmas. Dewey e Shusterman nos mostram que cada teoria da arte é uma resposta intelectual a determinadas condições socioculturais e às perplexidades diárias, nos convidando a soltar as amarras conceituais e ir em busca da teoria da arte que corresponda ao nosso tempo. São várias as idéias que podem ser uma sentinela para se repensar o ensino da arte:
1- A impossibilidade da verdade.
2- O uso da dialética como forma de construção de conhecimento.
3- A idéia de arte como experiência
A arte como experiência e relato aberto.
“Para começar, é preciso tirar a arte e suas obras da dimensão transcendental onde a tradição moderna as colocou - o que Dewey descreve como ‘a concepção museística da arte” ou a "idéia esotérica de Belas Artes". Diante da tradição acadêmica, que considera os trabalhos artísticos como obra e os organiza em discursos. Acredito que seja mais adequado conceber as produções artísticas como relatos abertos à investigação criativa. Proponho que a abordagem da obra de arte seja feita, não como uma mensagem cifrada que podemos desvendar, mas como um resumo de experiências que podem ter infinitas interpretações, pois a essência e o valor da arte não estão na obra em si, senão na atividade experimental através da qual essa obra foi criada e é observada ou utilizada.
Conceber as obras de arte como relatos abertos pressupõe:
- Neutralizar seu caráter elitista (Greene,2005), vivenciando-as como exemplos de experiências estéticas que alcançaram um grau de consenso social que as tornaram aceitas pela maioria.
- Experimentá-las em seu contexto histórico e cultural, e não como elementos isolados,aceitando que seus significados podem mudar com a mudança dos hábitos e realidades que influenciam nossas experiências.Compartilho com Rorty "a idéia de que todas as práticas culturais, que na história tem pretendido ser resultado de uma evolução da lógica e da razão, podem ser repensadas como distinções entre conjuntos de práticas de existência contingente ou estratégias empregadas dentro de tais práticas". Isto implica reescrever a própria história da arte,que deixaria de ser concebida como uma sucessão de momentos classificados por estilos, fechados e em uma sucessão de momentos classificados por estilos, fechados e em uma progressão lógica, para ser vista como uma sucessão de jogos metafóricos.
-Compreendê-las em termos de experiências de vida (Dewey,1934), tratando-as como tecidos de crenças e desejos. Assim, a obra de arte não faz mais do que desenvolver e acentuar o que é significantemente valioso nas coisas que apreciamos diariamente.
Efetivamente, conceber as práticas artísticas a partir deste ponto de vista e, com ele, recuperar a união da experiência estética com outros processos vitais, também tem conseqüências que afetam nossas concepções educativas. Para Dewey, cobrar essa continuidade entre a experiência estética e a vida, é uma forma de romper com a "concepção fragmentada das belas artes". Com isso, segundo Shusterman, Dewey não apenas destruía as dicotomias arte/ciência e arte/vida, como também insistia na continuidade fundamental de um conjunto de noções binárias e distinções genéricas tradicionais, cuja oposição e contraste amplamente assumidos estruturaram grande parte da filosofia estética.
Um dos dilemas mais vivos do ensino da arte atual é a delimitação do campo de estudo. Certamente, buscar a continuidade da experiência estética com outros processos vitais traz como conseqüência que nos vejamos agradavelmente encorajados a ampliar nossos campos de estudo para, todos os produtos artísticos geradores deste tipo de experiência, sejam eles das belas artes, das artes populares ou da chamada cultura visual.
O diálogo com a cultura visual.
Os estudos de cultura visual abriram o foco dos pesquisadores de arte para formas culturais muito mais vitais para a experiência estética da maioria da população contemporânea. Segundo Shusterman, “o projeto pragmatista para a estética não é abolir a instituição da arte, e sim transformá-la". E pretende fazer isso de duas maneiras: primeiro,abrindo para a inclusão de outras formas de produção estética. Em segundo lugar, porque "precisamos de uma maior abertura para os meios pelos quais a grande arte pode promover uma agenda ética e sociopolítica progressista". O que faz de um estudo algo alternativo e distinto é o olhar que projetamos sobre essas formas culturais da experiência, e para esse olhar, nenhuma forma de arte é insignificante. Não são os objetos de estudo que devem enfrentar-se, mas os modelos pedagógicos com os quais os abordamos. Antes, cultura visual e outras formas de cultura estética podem compartilhar o mesmo espaço educacional. O problema não esta no objeto de estudo, e sim no uso que fazemos dele.
Diálogo com a arte popular.
Projetos de integração entre a vida cotidiana e as expressões artísticas populares, como as de Picasso, Duchamp, os surrealistas ou os performáticos, não apenas não permitiram que se fechasse a lacuna, como aprofundaram as diferenças entre os usuários das artes eruditas e populares. Shusternam disse que quando a arte erudita se opõe à arte popular, surge um elemento configurador de um novo cenário para o rompimento desta hegemonia cultural e a transformação da concepção de arte que dominou durante séculos. Temos assim, a arte popular completamente inserida no debate da estética contemporânea.
Heliana J. Peres
POR QUE O PRAGMATISMO? IMAGINANDO NOVAS FORMAS DE ENSINO DA ARTE.
Como perspectiva filosófica para abordar os desafios da educação artística atual e repensar uma renovação da mesma, o pragmatismo possui um caráter antinormativo e uma posição crítica ante a ditadura do método e sua nula pretensão de ser um modelo de explicação da realidade.
Uma perspectiva pragmatista nos força manter alerta diante do conhecimento já estabelecido e olhar sem medo para uma mudança de paradigmas. Dewey e Shusterman nos mostram que cada teoria da arte é uma resposta intelectual a determinadas condições socioculturais e às perplexidades diárias, nos convidando a soltar as amarras conceituais e ir em busca da teoria da arte que corresponda ao nosso tempo. São várias as idéias que podem ser uma sentinela para se repensar o ensino da arte:
1- A impossibilidade da verdade.
2- O uso da dialética como forma de construção de conhecimento.
3- A idéia de arte como experiência
A arte como experiência e relato aberto.
“Para começar, é preciso tirar a arte e suas obras da dimensão transcendental onde a tradição moderna as colocou - o que Dewey descreve como ‘a concepção museística da arte” ou a "idéia esotérica de Belas Artes". Diante da tradição acadêmica, que considera os trabalhos artísticos como obra e os organiza em discursos. Acredito que seja mais adequado conceber as produções artísticas como relatos abertos à investigação criativa. Proponho que a abordagem da obra de arte seja feita, não como uma mensagem cifrada que podemos desvendar, mas como um resumo de experiências que podem ter infinitas interpretações, pois a essência e o valor da arte não estão na obra em si, senão na atividade experimental através da qual essa obra foi criada e é observada ou utilizada.
Conceber as obras de arte como relatos abertos pressupõe:
- Neutralizar seu caráter elitista (Greene,2005), vivenciando-as como exemplos de experiências estéticas que alcançaram um grau de consenso social que as tornaram aceitas pela maioria.
- Experimentá-las em seu contexto histórico e cultural, e não como elementos isolados,aceitando que seus significados podem mudar com a mudança dos hábitos e realidades que influenciam nossas experiências.Compartilho com Rorty "a idéia de que todas as práticas culturais, que na história tem pretendido ser resultado de uma evolução da lógica e da razão, podem ser repensadas como distinções entre conjuntos de práticas de existência contingente ou estratégias empregadas dentro de tais práticas". Isto implica reescrever a própria história da arte,que deixaria de ser concebida como uma sucessão de momentos classificados por estilos, fechados e em uma sucessão de momentos classificados por estilos, fechados e em uma progressão lógica, para ser vista como uma sucessão de jogos metafóricos.
-Compreendê-las em termos de experiências de vida (Dewey,1934), tratando-as como tecidos de crenças e desejos. Assim, a obra de arte não faz mais do que desenvolver e acentuar o que é significantemente valioso nas coisas que apreciamos diariamente.
Efetivamente, conceber as práticas artísticas a partir deste ponto de vista e, com ele, recuperar a união da experiência estética com outros processos vitais, também tem conseqüências que afetam nossas concepções educativas. Para Dewey, cobrar essa continuidade entre a experiência estética e a vida, é uma forma de romper com a "concepção fragmentada das belas artes". Com isso, segundo Shusterman, Dewey não apenas destruía as dicotomias arte/ciência e arte/vida, como também insistia na continuidade fundamental de um conjunto de noções binárias e distinções genéricas tradicionais, cuja oposição e contraste amplamente assumidos estruturaram grande parte da filosofia estética.
Um dos dilemas mais vivos do ensino da arte atual é a delimitação do campo de estudo. Certamente, buscar a continuidade da experiência estética com outros processos vitais traz como conseqüência que nos vejamos agradavelmente encorajados a ampliar nossos campos de estudo para, todos os produtos artísticos geradores deste tipo de experiência, sejam eles das belas artes, das artes populares ou da chamada cultura visual.
O diálogo com a cultura visual.
Os estudos de cultura visual abriram o foco dos pesquisadores de arte para formas culturais muito mais vitais para a experiência estética da maioria da população contemporânea. Segundo Shusterman, “o projeto pragmatista para a estética não é abolir a instituição da arte, e sim transformá-la". E pretende fazer isso de duas maneiras: primeiro,abrindo para a inclusão de outras formas de produção estética. Em segundo lugar, porque "precisamos de uma maior abertura para os meios pelos quais a grande arte pode promover uma agenda ética e sociopolítica progressista". O que faz de um estudo algo alternativo e distinto é o olhar que projetamos sobre essas formas culturais da experiência, e para esse olhar, nenhuma forma de arte é insignificante. Não são os objetos de estudo que devem enfrentar-se, mas os modelos pedagógicos com os quais os abordamos. Antes, cultura visual e outras formas de cultura estética podem compartilhar o mesmo espaço educacional. O problema não esta no objeto de estudo, e sim no uso que fazemos dele.
Diálogo com a arte popular.
Projetos de integração entre a vida cotidiana e as expressões artísticas populares, como as de Picasso, Duchamp, os surrealistas ou os performáticos, não apenas não permitiram que se fechasse a lacuna, como aprofundaram as diferenças entre os usuários das artes eruditas e populares. Shusternam disse que quando a arte erudita se opõe à arte popular, surge um elemento configurador de um novo cenário para o rompimento desta hegemonia cultural e a transformação da concepção de arte que dominou durante séculos. Temos assim, a arte popular completamente inserida no debate da estética contemporânea.
Heliana J. Peres
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Educar pra saber escolher.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Educar para fazer melhores escolhas
Num mundo mais complexo e onde há tantas possibilidades em todos os campos, pessoais e profissionais, precisamos fazer cada vez mais escolhas. A educação pode ser um caminho fundamental para ter condições de fazer escolhas mais significativas no campo intelectual, emocional, profissional e social na construção de uma vida mais plena de sentido e realização.
A finalidade principal de aprender não é acumular informação, mas transformá-la em conhecimento que permita fazer opções interessantes entre idéias, valores, visões de mundo, com freqüência conflitantes. Esse papel mais amplo não pode ser atribuído somente à escola, mas também à família, à cada instituição, à cidade como um todo (cidade educadora). Mas a escola tem focado mais a formação intelectual do que a vivência das práticas aprendidas; isto é, se preocupa em mostrar caminhos, sem acompanhar os resultados concretos (a realização pessoal, profissional, emocional). De que adianta saber muito, se somos infelizes, se temos dificuldades em assumir desafios, em sair de situações de opressão em alguns campos?
A educação - na sua dimensão pessoal - pode contribuir para que façamos escolhas significativas na construção de uma vida com sentido, que nos realize, que tenha valor aos nossos olhos e aos de outras pessoas. É fundamental construir um percurso de vida que valha a pena, que nos traga cada vez mais realização e que seja motivo de orgulho: realizamos algumas coisas interessantes: "contribuí para melhorar a vida de centenas de alunos", ou "criei uns filhos que estão aprendendo a seguir seu caminho".... Uma das maiores frustrações das pessoas é constatar que não construíram algo de que se orgulhem e que os realize, que deixaram passar o tempo e se acomodaram na mediocridade.
Podemos analisar o impacto da educação, a longo prazo, pela facilidade maior ou menor em enfrentar dificuldades, em fazer escolhas mais interessantes para nossa vida, na capacidade de modificar o que nos prende, o que nos complica na vida profissional, familiar, social; na constatação de que construímos uma vida que faz sentido e nos realiza.
Um dos campos mais importantes da educação pessoal é conseguir discernir o que vale a pena manter das visões de mundo que nos foram transmitidas pelos nossos pais e educadores na infância. Recebemos muitos valores prontos, formas de enxergar o mundo muito específicas. É importante ter condições de rever o que faz sentido depois que vamos crescendo e libertar-nos de muitos medos, preconceitos, deturpações, simplismos, que nos foram passados, muitas vezes com a melhor das intenções. Educar é ajudar a desconstruir o que não nos serve mais e reconstruir de forma mais ampla valores, emoções, visões de mundo mais condizentes com o nosso grau de percepção atual.
Muitos ficam tolhidos pelo medo, pela inércia, pelo comodismo de não pensar criticamente. Num mundo cada vez mais complexo, de brutais mudanças, mas onde há muitos valores que nos complicam (como o consumismo, o mostrar-se diferente do que se é) a educação humanista, integral, profunda é decisiva para ajudar a crescer na nossa realização pessoal, familiar, profissional e social.
Texto meu publicado também na minha página, em www.eca.usp.br/prof/moran/escolhas.htm
Educar para fazer melhores escolhas
Num mundo mais complexo e onde há tantas possibilidades em todos os campos, pessoais e profissionais, precisamos fazer cada vez mais escolhas. A educação pode ser um caminho fundamental para ter condições de fazer escolhas mais significativas no campo intelectual, emocional, profissional e social na construção de uma vida mais plena de sentido e realização.
A finalidade principal de aprender não é acumular informação, mas transformá-la em conhecimento que permita fazer opções interessantes entre idéias, valores, visões de mundo, com freqüência conflitantes. Esse papel mais amplo não pode ser atribuído somente à escola, mas também à família, à cada instituição, à cidade como um todo (cidade educadora). Mas a escola tem focado mais a formação intelectual do que a vivência das práticas aprendidas; isto é, se preocupa em mostrar caminhos, sem acompanhar os resultados concretos (a realização pessoal, profissional, emocional). De que adianta saber muito, se somos infelizes, se temos dificuldades em assumir desafios, em sair de situações de opressão em alguns campos?
A educação - na sua dimensão pessoal - pode contribuir para que façamos escolhas significativas na construção de uma vida com sentido, que nos realize, que tenha valor aos nossos olhos e aos de outras pessoas. É fundamental construir um percurso de vida que valha a pena, que nos traga cada vez mais realização e que seja motivo de orgulho: realizamos algumas coisas interessantes: "contribuí para melhorar a vida de centenas de alunos", ou "criei uns filhos que estão aprendendo a seguir seu caminho".... Uma das maiores frustrações das pessoas é constatar que não construíram algo de que se orgulhem e que os realize, que deixaram passar o tempo e se acomodaram na mediocridade.
Podemos analisar o impacto da educação, a longo prazo, pela facilidade maior ou menor em enfrentar dificuldades, em fazer escolhas mais interessantes para nossa vida, na capacidade de modificar o que nos prende, o que nos complica na vida profissional, familiar, social; na constatação de que construímos uma vida que faz sentido e nos realiza.
Um dos campos mais importantes da educação pessoal é conseguir discernir o que vale a pena manter das visões de mundo que nos foram transmitidas pelos nossos pais e educadores na infância. Recebemos muitos valores prontos, formas de enxergar o mundo muito específicas. É importante ter condições de rever o que faz sentido depois que vamos crescendo e libertar-nos de muitos medos, preconceitos, deturpações, simplismos, que nos foram passados, muitas vezes com a melhor das intenções. Educar é ajudar a desconstruir o que não nos serve mais e reconstruir de forma mais ampla valores, emoções, visões de mundo mais condizentes com o nosso grau de percepção atual.
Muitos ficam tolhidos pelo medo, pela inércia, pelo comodismo de não pensar criticamente. Num mundo cada vez mais complexo, de brutais mudanças, mas onde há muitos valores que nos complicam (como o consumismo, o mostrar-se diferente do que se é) a educação humanista, integral, profunda é decisiva para ajudar a crescer na nossa realização pessoal, familiar, profissional e social.
Texto meu publicado também na minha página, em www.eca.usp.br/prof/moran/escolhas.htm
Imagem do poema-MÃOS QUE FALAM
Gostaria de ter inserido esta imagem antes, mas devido a problemas técnicos isto só está sendo possivel agora!!(rsrsrs).`´E a imagem referente ao poema Mãos que Falam...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
RESUMO/TEXTO
TEXTO/RESUMO - Estágio III – Unidade I
-A Cidade e suas Possibilidades Educativas.
No estágio I muitos de nós tivemos a oportunidade de avaliarmos nossa prática docente. Para muitos de nós, foi a oportunidade de termos as primeiras aproximações investigativas com espaços educativos, escolas,salas de aulas. Tivemos a oportunidade de refletir sobre rotinas, conflitos e saberes pedagógico e realizarmos nossa primeira intervenção pedagógica nesse curso, em um espaço de educação formal. Observamos, vivenciamos para depois idealizarmos nossas oficinas. Planejamos sistematicamente nossa ação pedagógica, para depois desenvolve-la. A proposta agora e ampliarmos nossas experiências para além dos muros da escola, tomando a cidade como referencia para a elaboração de projetos de ação educativa.
Neste percurso das disciplinas de estágio, buscamos uma abordagem integral para nossos crescimentos: construímos nossas aprendizagens e nossas percepções tanto pela via de nossos sentidos diretos quanto pela via de nossas reflexões.
- A Cidade Educativa: seus lugares, seus habitantes, seus ofícios, sua cultura.
O desafio é olhar para a cidade de uma maneira diferente, olhar daquele que acaba de chegar, de quem acaba de nascer para a eterna novidade do mundo. Ver aquilo quer nunca havíamos prestado atenção no contexto cotidiano, no dia a dia. Pensar a cidade enquanto um organismo vivo, dinâmico, que trás uma historia feita pelos seus habitantes, cada um com suas relações, profissões, ofícios, e sua cultura.
A proposta agora é discutir a cidade como produção de espaço urbano.
A efetivação da cidade como educadora se constitui na resistência à tendência de práticas individualistas na cidade. A cultura diz respeito a todos os fazeres, saberes e viveres pelos quais as pessoas se constituem em seus lugares, cidades, nas suas terras, como trabalham, produzem e pensam as mais diferentes profissões/ações.
-Imagens:(Des) construções – Propostas para um passeio Etnográfico.
Ver a cidade constitui ainda uma experiência corporal. Trata-se do corpo apropriando-se do espaço da cidade e percebendo tanto o odor de um rio fétido, quanto a brisa suave no final da tarde, assim como também está atento à violência, aos sinais de transito, ao asfalto quente, ao verde. Ele é tanto entidade formuladora de imagens quanto elementos constitutivo da imagem, ele é parte integrante desta paisagem urbana.
-A Cidade e suas Possibilidades Educativas.
No estágio I muitos de nós tivemos a oportunidade de avaliarmos nossa prática docente. Para muitos de nós, foi a oportunidade de termos as primeiras aproximações investigativas com espaços educativos, escolas,salas de aulas. Tivemos a oportunidade de refletir sobre rotinas, conflitos e saberes pedagógico e realizarmos nossa primeira intervenção pedagógica nesse curso, em um espaço de educação formal. Observamos, vivenciamos para depois idealizarmos nossas oficinas. Planejamos sistematicamente nossa ação pedagógica, para depois desenvolve-la. A proposta agora e ampliarmos nossas experiências para além dos muros da escola, tomando a cidade como referencia para a elaboração de projetos de ação educativa.
Neste percurso das disciplinas de estágio, buscamos uma abordagem integral para nossos crescimentos: construímos nossas aprendizagens e nossas percepções tanto pela via de nossos sentidos diretos quanto pela via de nossas reflexões.
- A Cidade Educativa: seus lugares, seus habitantes, seus ofícios, sua cultura.
O desafio é olhar para a cidade de uma maneira diferente, olhar daquele que acaba de chegar, de quem acaba de nascer para a eterna novidade do mundo. Ver aquilo quer nunca havíamos prestado atenção no contexto cotidiano, no dia a dia. Pensar a cidade enquanto um organismo vivo, dinâmico, que trás uma historia feita pelos seus habitantes, cada um com suas relações, profissões, ofícios, e sua cultura.
A proposta agora é discutir a cidade como produção de espaço urbano.
A efetivação da cidade como educadora se constitui na resistência à tendência de práticas individualistas na cidade. A cultura diz respeito a todos os fazeres, saberes e viveres pelos quais as pessoas se constituem em seus lugares, cidades, nas suas terras, como trabalham, produzem e pensam as mais diferentes profissões/ações.
-Imagens:(Des) construções – Propostas para um passeio Etnográfico.
Ver a cidade constitui ainda uma experiência corporal. Trata-se do corpo apropriando-se do espaço da cidade e percebendo tanto o odor de um rio fétido, quanto a brisa suave no final da tarde, assim como também está atento à violência, aos sinais de transito, ao asfalto quente, ao verde. Ele é tanto entidade formuladora de imagens quanto elementos constitutivo da imagem, ele é parte integrante desta paisagem urbana.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
TEXTO POÉTICO
MAOS QUE FALAM (Pólo Uruana)
Justificativa:
O vídeo me atraiu a atenção por mostrar algo que é de muita relevância em nossos dias, pois mostra a possibilidade de comunicação entre os deficientes auditivos e o mundo, mostrando assim que é possível aprender muito com aqueles que já foram muito discriminados, mas que são perfeitamente capazes de produzir, e muito, e também de nos ensinar com belas lições de vida.
MÂOS QUE FALAM NO SILENCIO
Através de suas mãos eu aprendi a escutar, e no silencio das falas tuas mãos eram artistas que faziam lindas performances, bailarinas que dançavam ao som de uma linda musica que seus ouvidos não podiam ouvir, com tuas mãos eu viajei o mundo da sabedoria, da arte e do amor, aprendi a diferenciar o espinho de uma flor, e das tuas mãos ouvi contos de fadas, historias de amor e de guerra, pelas tuas mãos vi que é possível semear a paz na terra, ao ouvir suas mãos falando eu ouso sonhar que um dia não haverá mais discriminação, não faltará mais emprego e todos terão pão. Teus ouvidos não fazem faltas, tuas mãos distribuindo sabedoria, descobrindo no silêncio o saber do dia a dia. Assim, a construção de um mundo novo não me parece UTOPIA!...
Poema de: Odila Lang
“A descoberta da existência um mundo através das palavras ditas com as mãos trás uma nova oportunidade de vida.”
Justificativa:
O vídeo me atraiu a atenção por mostrar algo que é de muita relevância em nossos dias, pois mostra a possibilidade de comunicação entre os deficientes auditivos e o mundo, mostrando assim que é possível aprender muito com aqueles que já foram muito discriminados, mas que são perfeitamente capazes de produzir, e muito, e também de nos ensinar com belas lições de vida.
MÂOS QUE FALAM NO SILENCIO
Através de suas mãos eu aprendi a escutar, e no silencio das falas tuas mãos eram artistas que faziam lindas performances, bailarinas que dançavam ao som de uma linda musica que seus ouvidos não podiam ouvir, com tuas mãos eu viajei o mundo da sabedoria, da arte e do amor, aprendi a diferenciar o espinho de uma flor, e das tuas mãos ouvi contos de fadas, historias de amor e de guerra, pelas tuas mãos vi que é possível semear a paz na terra, ao ouvir suas mãos falando eu ouso sonhar que um dia não haverá mais discriminação, não faltará mais emprego e todos terão pão. Teus ouvidos não fazem faltas, tuas mãos distribuindo sabedoria, descobrindo no silêncio o saber do dia a dia. Assim, a construção de um mundo novo não me parece UTOPIA!...
Poema de: Odila Lang
“A descoberta da existência um mundo através das palavras ditas com as mãos trás uma nova oportunidade de vida.”
sábado, 21 de agosto de 2010
Minha Carta
COMO ME VEJO NA CIDADE, COMO VEJO MINHA CIDADE EM MIM?
Querida cidade minha!... Sei que faço parte de voce e que represento um importante papel em seu desenvolvimento,seu crescimento econômico, social, cultural, educacional,etc, e sei que depende de mim tambem que voce se torne melhor e mais prospera em todas as aréas. E assim que me vejo em voce, como parte de uma mola mestra que pode e deve ser acionada sempre, pra te impulcionar pra frente, te permitindo melhorar sempre, crescer, produzir, e se tornar atraente aos olhos e ao coração de seu povo e de todos que aqui chegam. Mas as vezes me pergunto!?! Será que tenho cumprido meu papel? será que tenho correspondido ás suas expectativas e nescessidades? Será que te retribuo tudo que recebo de voce?? Será que estou em voce, assim como voce está em mim???
De Heliana, para minha Anápolis!...
Querida cidade minha!... Sei que faço parte de voce e que represento um importante papel em seu desenvolvimento,seu crescimento econômico, social, cultural, educacional,etc, e sei que depende de mim tambem que voce se torne melhor e mais prospera em todas as aréas. E assim que me vejo em voce, como parte de uma mola mestra que pode e deve ser acionada sempre, pra te impulcionar pra frente, te permitindo melhorar sempre, crescer, produzir, e se tornar atraente aos olhos e ao coração de seu povo e de todos que aqui chegam. Mas as vezes me pergunto!?! Será que tenho cumprido meu papel? será que tenho correspondido ás suas expectativas e nescessidades? Será que te retribuo tudo que recebo de voce?? Será que estou em voce, assim como voce está em mim???
De Heliana, para minha Anápolis!...
sábado, 7 de agosto de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)






















